Crédito: Divulgação. 

CleanClic promete acesso rápido, fácil e barato a fontes de energia renovável, especialmente a solar, sem necessidade de instalações e grandes estruturas. Operações começam este mês e contam com a construção de 16 usinas e investimentos que chegam a R$ 110 milhões

Energia solar de forma rápida, fácil e barata para residências e empresas sem a necessidade de grandes estruturas físicas, instalações, painéis solares etc. Parece sonho? Não é mais: a startup capixaba CleanClic, plataforma de compensação de energia renovável, prepara-se para expandir suas operações. E o destino escolhido é Minas Gerais.

A escolha não é à toa: na maior parte do Estado a radiação solar é tão alta quanto a encontrada no Nordeste brasileiro; e mesmo o pior dia para produção de energia solar da capital, Belo Horizonte, é superior à produção da Alemanha, um dos países mais desenvolvidos em energia renovável no mundo, segundo o Portal Solar.

Para dar início às operações a CleanClic não chega sozinha: o Sicoob Espírito Santo, a mineira Detronic (especializada em terraplenagem, demolição e desmontes) e a Fortlev Solar (braço da gigante Fortlev voltado para o setor de energia solar) são os investidores do projeto, que promete movimentar cerca de R$ 110 milhões com a entrada em funcionamento de 15 usinas fotovoltaicas compartilhadas e uma central hidrelétrica nos municípios de Porteirinha, Itaobim, Muzambinho, Montes Claros, Carmo Paranaíba e Prudente de Morais.

Como funciona

Na prática o sistema da CleanClic permite que qualquer pessoa ou empresa, em imóveis alugados ou não, contrate uma “cota” de energia produzida pelas usinas parceiras e distribuída pelas redes convencionais da cidade. Basta solicitar pela plataforma e, então, a energia verde produzida remotamente é inserida na rede elétrica do consumidor.

“Os participantes recebem um desconto proporcional em sua conta de luz, por meio do Sistema de Compensação de Energia Elétrica. Ao fim, é como se o consumidor investisse em uma usina de geração de energia solar que não está na propriedade dele, sem ter área própria ou telhado para instalação de um sistema fotovoltaico”, explica o CEO da startup, Vitor Romero.

Para quem deseja economia na conta de luz (aliás, a redução pode chegar a 20% do valor da conta de luz), a solução não é somente mais econômica, mas uma possibilidade de ter energia solar ou de qualquer outra fonte renovável sem a necessidade de obras, nem surpresas com taxas e tarifas, uma vez que com o sistema de energia solar o consumidor fica livre dos aumentos  como o da bandeira vermelha, por exemplo. Toda a gestão dessa cadeia fica por conta da CleanClic e o consumidor consegue acompanhar seu consumo a qualquer hora pela plataforma on-line.

Setor em crescimento

Nem mesmo a pandemia foi capaz de desacelerar o crescimento da energia fotovoltaica no Brasil. No primeiro semestre de 2020 o volume de sistemas fotovoltaicos conectado à rede corresponde a 30,6% do total acumulado da geração solar distribuída (GD) no País, segundo levantamento da Agência de Inovação Socioambiental Greener.

Além disso, recente levantamento da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR) apontou que o Brasil ultrapassou a marca histórica de 7 gigawatts (GW) de potência operacional da fonte solar fotovoltaica. Desde 2012, a fonte já trouxe mais de R$ 35 bilhões em novos investimentos ao País e gerou mais de 210 mil empregos acumulados.

Serviço

A adesão ao sistema da CleanClic será liberada a partir do dia 21 de janeiro. Mais informações sobre contratação disponíveis em www.cleanclic.com.br.


comentários